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Vale a visita: Notion Magazine

We want it to blow your face off.

É com essa frase e idéia que funciona a Notion, uma revista muito legal com vasto conteúdo sobre moda, música, comportamento, cultura que consegue englobar vários assuntos num mesmo pensamento.

Com grande produção de texto mas de fácil leitura onde os temas não são apenas citados, mas sim, explorados verdadeiramente, o que é algo positivo visto que atualmente as pessoas parecem ter preguiça em se aprofundar em algo. Seu layout é simples onde se valoriza bastante tons claros em contraste com o texto e fotos que acabam por ganhar destaque dessa forma. Abordando vários assuntos ela consegue atingir um público mais vasto, mas pode-se dizer que seu foco está em uma faixa um pouco mais madura intelectualmente e curiosa em descobrir novidades na linguagem.

Pode-se optar por um plano de assinatura para se ter acesso a mais conteúdo ou ainda ser feito download em PDF da mesma, além de estar presente nas redes socias como Twitter e Facebook. Assino em baixo quando digo que vale a visita.

Fotografo do dia: Honer Akrawi

Com informações desencontradas e vagas, pouco se sabe sobre o sueco Honer Akrawi…sua vida pessoal que serviria apenas a título de curiosidade mas sem tanta relevância é pouco conhecida. Com isso dito vamos ao que importa: seu trabalho.

Ganhando destaque por seus surpreendentes e incríveis editorais que misturam erotismo, subversão, arte, classe, sensualidade, cinema e uma nostalgia inexistente, Honer começou circular pelo ambiente da moda realizando seu trabalhos para clientes diversos. Mas foi em 2008 que ganhou uma maior projeção e apoio por parte de sua interessante agência: a New Blood. Posso falar com certeza que ele é uma mistura de muitas coisas, algo como se Debby Gram encontrasse Helmut Newton e Ellen von Unwerth num universo próprio, para acabar gerando um ser próprio. É um cara inteligente com um estilo único, mas que ainda assim deixa aspectos no obscuro, com mistério predominando suas criações, talvez para não entregar demais tudo que precisa ser mostrado em suas imagens. Publicações como I.D, Vogue, Gravure Magazine, Eurowoman, Vision Magazine apenas para citar algumas já utilizam seus serviços com um sorriso no rosto imagino. Confesso que chega a ser um pouco difícil as vezes descrever o que ele faz, pois não gosto de cair em clichês baratos, mas é primoroso.

Olhe aqui um vídeo em que se explora bem seu modo de trabalho

Confira e vicie:

Fotografa do dia: Nadirah Zakariya

Suas imagens são monstruosamente lindas e parecem uma viagem psicodélica em um filme de Alejandro Jodorowsky ou David Lynch, onde não fazer sentido é o sentido de tudo. Relacionar o que se vê com sua própria bagagem cultural para assim fazer conexões e relações parece ser o mais importante no trabalho de Nadirah Zakariya.

Nascida na Malásia mas criada nos Estados Unidos, no Texas, ela ainda passou por Kuala Lumpur e Japão para se fixar em Nova York, cosmopolita como ela. Suas constantes mudanças com certeza impactaram a forma como ela produz e pensa. A noção de um lugar sem referências é como se percebe suas imagens…um lar sem o conceito de casa embutido em si. Chega a ser meio complicado explicar como são suas criações pois são abertas a inúmeras interpretações, é um trabalho muito individual mas abrangente ao mesmo tempo, você precisa pegar tudo o que sabe, jogar num canto da sua mente e processar tudo ali. Para ela cada momento conta, é valioso e deve ser aproveitado, aliás esse é um dos ensinamentos da fotografia, a emoção e acredito que ela passa isso em suas imagens com seu aspecto crú e fantasioso.

Sem um estilo definido ela apenas fotografa de acordo com cada projeto, e faz o que é necessário para sair o que imagina, sem colocar barreiras no que faz, portanto explora a liberdade de fotografar usando uma “point and shoot” 35mm simples assim como também com uma sofisticada DSLR.

Nadirah é um dos grandes expoentes artísticos independente da época e acredito que não sou o único a notar isso, importantes veículos como a Dazed Digital, Bullet Magazine dentre outras publicações já viram isso. Sinceramente recomendo que você conheça mais de seu trabalho e da pessoa amável que ela é.

Fotografa do dia: Karine Basilio

Residente de Nova Iorque a 4 anos, essa brasileira tem um trabalho realmente fantástico e bem elaborado no mundo da moda e artes. Natural de Tabatinga, SP e formada em Publicidade e Propaganda, começou a fotografar em 2001 fazendo books para agências, trabalhos de publicidade, life style, sempre pontuando com moda para em 2007 mudar-se para os Estados Unidos e ficar exclusivamente no mundo fashion.

Marcado pela ousadia, sensualidade e com grande inspiração no cinema, muitas de suas imagens parecem stills de longas metragens, envolvendo provocação, sedução com um leve ar soturno-elegante; sofisticação talvez seja uma boa palavra para definir o que ela nos fazer enxergar. Sua luz é marcante, corta, domina a modelo e tem uma direção pontual mas certeira, fruto de uma boa conversa com os envolvidos na foto, além de grande bagagem cultural. Karine Basilio ainda vai crescer muito mais, pois consegue captar o sentimento e clima necessários para imprimir suas percepções na cena.

Além de várias publicações nacionais muitas de suas fotografias também podem ser encontrados em revistas como Harper’s Bazaar, InStyle, Cosmopolitan, Zink, Vip, dentre outras.

Vale a visita: The Contributing Editor

Como o próprio autor gosta de explicar, The Contributing Editor é uma revista, um laboratório e uma nova mídia criativa para contribuir na exploração da criatividade por mentes sedentas em produzir. Surgiu em 2009 pelas mãos de Matthew Edelstein e Ryan Schmidt que focavam basicamente em moda, arte e fotografia para em seguida expandirem a diversidade cultural.

Na mainpage o site explode material na sua cara, não da nem tempo de você se situar pois muita coisa chega até seus olhos, mas ao mesmo tempo seu layout é simples e fica fácil achar o que precisa. The Contributing Editor funciona como uma catapulta para quem quiser contribuir e colaborar, ter seu trabalho visto e divulgado, seja com fotografia, moda, stylist, música, e arte em geral sendo bastante focado no aspecto visual logicamente (imagens grandes tornam tudo mais atrativo). Além de divulgar conteúdo de outros artistas, muitos são convidados a produzir material exclusivo para o site, algo bastante em voga atualmente por sinal…

Os trabalhos apesarem de muitas vezes serem diferentes entre si, pode-se perceber uma certa unidade na escolha dos mesmos, eles tem um estilo “fuck off” de ser, seja em algo fashion super produzido ou numa foto street despojada e simples.

Para os que gostam de ser apresentados a novos talentos, recomendo a visita.

Vale a visita: The House of Editorial

Com um nome desses não preciso falar muito, mas é sempre bom reforçar portanto vamos lá. Nasceu em 2008 com o nome de Fashion Editorials para em seguida se tornar The House of Editorial.

Um site simples na proposta, mas forte no conteúdo; simplesmente mostra o que há de melhor e interessante no mundo em termos de editoriais de moda divulgados constantemente, além do mais possui particularidades interessantes como listas de fotógrafos, modelos, revistas que servem como indicação e fonte de uma maior busca por referências e um campo para busca por categoria. O conteúdo ainda é tímido mas tende a crescer conforme o tempo passa.

O visual do site é outro ponto atrativo, muito simples, predominantemente branco com detalhes em vermelho, preto, cinza e um esquema de “teaser” para cada editorial com apenas uma foto de divulgação, sendo necessario entrar no link para descobrir mais de seu conteúdo. Definivitamente vale a visita.

Fotógrafo do dia: Miles Aldridge

Britânico, nascido em 1964, fã de rock, estudou numa escola de artes londrina que com certeza teve influência familiar em sua escolha, vide sua, mãe manequim e pai, um diretor artístico, logo Miles Aldridge tinha que se envolver com arte de um jeito ou de outro. Para nossa sorte acabou enveredando pelo caminho da fotografia.

Ao mesmo tempo provocador, chocante, austéreo, soturno e preciso, suas imagens traduzem conceitos e linguagens específicas, faz uso de uma paleta de cores pontual (normalmente explosiva e colorida) para cada tipo de trabalho, sendo muito nítida e significativa, as locações utilizadas ajudam a criar um universo paralelo; mas para mim seu trabalho ganha força mesmo quando se vale das cores mais frias e intimistas, parece que ele dirige exatamente a modelo a seu gosto quase mortificando-a para que fique exatamente na pose necessária.

Não usa o nú, intimidação ou choque a regalia, tudo tem um propósito, se serve para o conceito da imagem estará lá, caso contrário outros recursos sao utilizados. Um dos grandes fotógrafos pois joga com beleza, surrealismo, o aspecto obscuro, sensual e elegante do ser humano, a sua maneira é claro, mas esse é o fator primordial, colocar sua identidade em tudo que faz.

Além de trabalhos autorais suas fotografias estão a serviço de clientes como Vogue, Número, Gloss, V, dentre outras.

Mais do que recomendo, acho simplesmente necessário.

AMISH: Conservados em fé

Os Amish são aquele tipo de povo que você já ouviu falar, viu em alguns filmes, programas de televisão, fotos, ou ainda em conversas paralelas que não deu muita importância, mas de certo e concreto sabe muito pouco ou praticamente nada. Originários da Suíça, surgiram no século XVII como uma separação por ordem ideológica e religiosa dos menonitas e são conhecidos como Anabatistas ou seja, aqueles que são rebatizados, e renascem ao se limparem de seus pecados. Como o batizado infantil foi muito difundido pelo cristianismo por razões sociais como a alta de taxa de mortalidade em certas épocas os anabatistas acreditam que esse ritual não é válido pois um bebê não tem a consiciência para entender o que aquilo realmente representa em sua vida, assim, esperam até que o indivíduo esteja crescido, maduro o bastante para tomar tal decisão, de forma pensada e consciente.

Pelo seu caráter forte em seguir tradições como não se relacionar com pessoas que não sejam Amish por exemplo, começaram a sofrer perseguições sociais e encontrar dificuldades junto ao governo (como serviço militar obrigatório), e viram na emigração para o Canadá e Estados Unidos no século XVIII uma oportunidade de recomeçar e ter um padrão de vida que tanto almejavam. Instalaram-se em sua grande maioria na Pensilvânia, onde hoje vivem mais ou menos 47 mil membros (e mais ou menos outros 150 mil espalhados pelo resto do mundo). Vivem afastados da sociedade, optam por não se misturar com pessoas que consideram não puras, não tem plano de saúde, não prestam serviço militar, não tem seguro social, ou seja, vivem literalmente em seu próprio mundo. Preferem ocupar fazendas ou áreas rurais pois assim é mais fácil de se manterem unidos, isolados e dignos a seus costumes. Não possuem prédio de igreja. Para realizar seus cultos, isso é feito em suas próprias casas, normalmente no domingo e em forma de rodízio, assim todos os moradores da congregação tem a mesma oportunidade. O modo como encaram Deus é consciente, sem pregações ou quaisquer tipo de evangelização, não tem caráter de “trazer” novos fiéis, mas sim de reforçar sua crença.

São um povo que praticamente parou no tempo, não fazem uso de equipamentos eletrônicos de nenhum tipo, consideram distrações que apenas ajudam a promover orgulho, inveja, desonestidade e outras características indesejadas. Uma curiosidade sobre isso é que não se deixam fotografar, para eles um Amish não pode ter sua imagem gravada (pelo menos os mais rígidos); abominam automóveis, andam de carroça o que ajuda a deixa-los mais próximos uns dos outros e limita viagens longas.

Sua relação com vestimenta é simplória, os homens vestem ternos pretos sem adornos, as camisas são normalemente brancas ou azuis, suspensórios pretos, sapatos ou botas, chapéus de aba larga em feltro preto ou palha natural. As mulheres usam um vestido largo de couro fino até o tornozelo com meias pretas, um avental, sapatos pretos ou botas, manto preto e também um branco para em caso de batismo ou um capuz negro. São usadas apenas cores pesadas, as mais escuras são as favoritas. Não existem regras determinadas sobre o vestuário visto que há numerosas variações sutis de uma comunidade para outra. A idéia é que o guarda-roupa limitado elimine o orgulho e a inveja que vêm com a moda, além do desperdício de tempo e dinheiro (pelo seu padrão de vida, conseguem manter boas reservas). Esse aspecto é tão peculiar e intrinseco a sua natureza que até mesmo estilistas fazem uso de algumas características em suas criações, a última semana de moda de Milão e Paris teve forte influência dessa vertente onde Dsquared2 dos irmãos canadenses Dean e Dan Catem, Jil Sander e Armani beberam dessa fonte comprovando sua importância e forte apelo visual com coleções para o próximo inverno. (Forte apelo de cores escuras, sóbrias e com pouquíssimos adornos.)

Os homens usam os cabelos aparados e barba (se for casado), mas não bigodes, por serem associados a oficiais militares. As mulheres não cortam os cabelos, mas os mantêm soltos e sempre cobertos se forem batizadas. Muitos ainda falam um dialéto alemão, conhecido como Alemão da Pensilvânia, deixam o inglês apenas para se comunicar com estranhos a sua cultura. Sua organização social é baseada em divisão por distritos, congregações com leis, regimes próprios e independentes que regem a vida de todos com base numa série de “leis” não escritas que asseguram que todos tenham um modo de vida simples e quase que literal ao que está escrito na Bíblia. Mais do que pregar um “estilo de vida”, eles a colocam em prática, vivenciando-a em sua comunidade.

Para algum tipo de tecnologia nova ser incorporada por eles, há a necessidade de haver reuniões para uma profunda discussão da necessidade ou não da mesma, se ela trará benefícios práticos, e mais ainda, se não alterará o modo de vida já existente. Por exemplo, eles podem adotar o uso de caneta esferográfica que dura mais no lugar de pena e tinta mas não adotarão o uso de shampoo ou rádio que são distrações desnecessárias, ou seja, precisa ser uma extensão do seu padrão de vida, algo natural ao seu costume.

Com certeza você deve ter ficado intrigado com esse modo de vida tão peculiar e regrado, são muito focados em suas crenças (talvez de modo um tanto exagerado) mas que não deixa de ter um aspecto bonito pois no meio de tanto barulho que nos faz perder o foco eles conseguem ter uma concentração grande sem que nada abale sua fé e modo de vida simples mas não simplório, onde sua crença não é fruto de uma ou outra ideologia, mas sim de uma evolução espiritual que levou uma vida toda e segue em constante tranformação. Uma pequena prova de sua importância é a semana de moda que acabei de citar acima, onde vemos que a moda bebe de todas as fontes. Se não quisermos ter um estilo de vida semelhante, ao menos devemos refletir sobre algumas de nossas atitudes, com certeza uma separação de peças boas e ruins aparecerão nesse montante. (Mais algumas amostras da coleção inspirada na cultura Amish.)

Entrevista do dia: Paco Peregrín

Com grande prazer que entrego as vocês uma entrevista que fiz recentemente com esse fantástico fotógrafo espanhol.

Paco Peregrín é o tipo de pessoa que simplesmente gosta de produzir, e tem uma inquietação em exteriorizar sua criativida. Nascido em Almeria e formado em Fine Arts na Universidade de Sevilla, com várias especializações na área, sempre esteve envolto no meio artístico até se enveredar pelo caminho da fotografia de forma definitiva.

Um dos grandes expoentes da arte espanhola, senão mundial, conseguiu atrair clientes variados como Diesel, Levi’s, Vögele, e publicações como Neo2, Rolling Stone, Vanity Fair, Hint, dentre outras, sempre mantendo sua identidade. Seu trabalho é linear, com muita cor mas de uma forma um tanto sombria, muitas vezes misturado com um ar de mistério vívido, sensualidade e perturbação. Conceitual e surrealismo talvez sejam boas palavras para definir suas fotografias. Além de inúmeras revistas suas fotografias também podem ser vistas em exposições e museus ao redor do mundo já tendo ganho vários prêmios por elas.

Você começou no campo das artes se envolvendo em pintura, design e outras formas artísticas, o que lhe levou a fotografia?

Meus pais sempre gostaram de viajar muito e a cada verão íamos com toda a família percorrer a Europa. Me encantava fotografar os lugares que visitava mas sempre buscando uma perspectiva pouco usual e nada turística. No colegial fiz as fotos dos cartazes para meu grupo de teatro e depois os catálogos de roupa que desenhava, então eu sempre tinha a imagem associada a outras atividades em minha vida.

Em casa, quando criança, você também tinha um ambiente que fomentava a criação. Seus pais o estimulavam?

Não especialmente, mas nunca me faltaram lápis de desenho. Desde criança era muito tímido na escola eu me juntei ao grupo de teatro, o que determinou minha percepção de vida, meu modo de entender a realidade, de expressar, e de me relacionar. Mais tarde, quando entrei para a Faculdade de Belas Artes também participava de várias oficinas, como teatro ou o Desenho de moda reciclada. Sempre fui muito interessado no mundo da arte e da comunicação em todos os seus campos. Finalmente descobri a fotografia como um meio capaz de integrar as múltiplas facetas da arte que me interessavam.

Suas imagens são visualmente muito fortes, seu estilo foi tomando essa forma ou desde o começo seu foco era criar algo assim?

Na faculdade de Belas Artes estudei, além de fotografia, design, e isso fez com que meu estilo seja muito gráfico. Também o meu caminho através do mundo do cinema, teatro, figurino e cenário tem influenciado na dramaticidade retumbante de meu trabalho. Nunca pensei que tipo de fotografia fazer, foi a minha experiência e passagem do tempo, a minha formação e minha percepção que tem dado o meu ponto de vista.

Quem foi uma grande inspiração para você?

Há um monte de referências nas minhas fotografias, da arte conceitual ao Futurismo mas encontro inspiração na arte, moda, música, vida, em frente em alguns conceitos e estilos artísticos como o Minimalismo, Art Deco, nas pinturas religiosas e barroco, em um monte de artistas como Louise Bourgeois ou fotógrafos como Irving Penn e Guy Bourdin.

Como enxerga o cenário de fotografia de moda atualmente?

Muito colorido, mas acho que a faltam bons diretores de arte que assumam riscos e apostem em fotógrafos com personalidade e criatividade.

Se tivesse que escolher uma banda ou cantor para servir de trilha sonora para seus trabalhos, qual seria?

Depende do meu humor e das séries de fotografias, em particular. Eu gosto de quase todos os tipos de música. Poderia ser qualquer coisa de música barroca clássica, música experimental de Fátima Miranda, Klaus Nomi, Grace Jones, Tina Turner, David Bowie, até mesmo Madonna, Beyoncé e do grupo português.

Nossa vida é uma evolução constante, onde pensa em estar profissionalmente daqui a alguns anos? Possui algum tipo de trabalho pessoal que sonha em realizar?

Eu não sei. O mais divertido sobre a vida é incerteza. Estou trabalhando cada dia mais nos meus próprios projetos, de fato inauguro no dia 04 de fevereiro uma exposição de minha última série de fotografias intitulada “Beautiful Monster” na Galeria Isabel Ignacio em Sevilla. Não se descarta retomar o vídeo, pintura ou desenho. Eu gosto de tirar fotos de uma peça musical, o cartaz de um filme interessante, trabalhar com o Cirque du Soleil e Pedro Almodóvar, fazer alguma campanha publicitária global para uma marca de roupa que me dá grande liberdade criativa para interpretar a sua assinatura …

Vale a visita: Fashion Gone Rogue & Fashion Editorials

Em dose dupla, hoje tenho dicas excelentes pra quem gosta de acompanhar as novidades que são lançadas nas melhores revistas do mundo no mercado de moda editorial, life style, sempre com uma linguagem que prende os olhos.

Começamos pelo Fashion Gone Rogue, talvez o mais conhecido e com respaldo. Basicamente seu conteúdo é voltado para divulgação de materias que saem em revistas de moda como Vogue, Elle, Marie Claire, apenas para citar algumas, além de, campanhas, coleções etc, é atualizado religiosamente todo dia, então se prepare pois tem MUITO material para ver. Outro aspecto legal é que foi criado um box para listagem de fotógrafos, estilistas, agências, que fazem do site um verdadeiro reduto informativo e cheio de referências. Além disso tudo você ainda pode acompanhar ele no tumblr e twitter.

O Fashion Editorials basicamente tem a mesma proposta do anterior mas com algumas pequenas diferenças. Nele você pode ir diretamente para seções específicas como entrevistas, vídeos, editoriais, backstage, etc, o que ajuda a facilitar num momento de pressa. O Fashion Gone… também possui algo semelhante, só que de modo mais tímido. Sua navegação é rápida e com um layout simples que fazem o site dar mais vazão ao conteúdo postado do que a ele mesmo. Isso é muito bom!

Ambos sites funcionam como num blog então é bem direto, simples achar conteúdo e estão presentes em redes sociais portanto; valem a visita!

Fotógrafo do dia: Marcio Simnch

Gaúcho, natural da pequena cidade de Giruá no noroeste do Rio Grande do Sul, Marcio Simnch começou a fotografar meio que por acaso e sem grandes pretensões (para falar a verdade seu primeiro contato com fotografia não gerou grande entusiasmo) mas com o passar do tempo seu ponto de vista foi mudando e fazendo com que fosse imerso cada vez mais dentro dela até que por fim abraçou-a de vez.

Cursou a faculdade de Design Gráfico em Santa Maria, quando na época só tinha olhos para ilustração, pintura, escultura e outros tipos de artes visuais. Conforme o tempo foi passando, chegou a fim da faculdade se perguntando se era aquilo mesmo que gostaria de fazer para o resto da vida…e acabou tornando-se fotógrafo interno da revista Trip para assim sua carreira deslanchar de forma definitiva.

Sua história é semelhante a de muitos outros fotógrafos, que começaram em ramos diversos para em seguida tomarem o caminho da fotografia definitivamente, o que acho excelente, pois permite que você traga uma bagagem cultural abrangente e vasta a sua visão e linguagem. Suas imagens são muito despojadas, com uma paleta de cor mais fria e prezando pelo que parece ser casual, tornando tudo mais simples e direto aos nossos olhos. Confira:

Vale a visita: Volt Café

O que me fez escrever sobre a Volt Café, foi o fato de ser uma daquelas revistas virtuais voltadas para a web mas que se caracterizam pelo forte apelo editorial, com boa diagramação, conteúdo visual altamente plástico e interessante tanto para fotos como vídeo.

Voltada basicamente para moda contemporânea e fine art, tudo que for fabricado para ludibriar nossos olhares (no melhor sentido da palavra) é bem vindo por lá. Imaginação correndo solta, onde o exagero de cores, poses, locações, luzes e idéias é permitido, ou seja,o que for LINDO para os sentidos. Como eles mesmos gostam de se definir, é um híbrido criativo que mostra trabalhos originais dos mais talentosos profissionais atuais.

Fique de olho e visite com certeza.

Fotógrafo do dia: Oskar Gyllenswärd

O fotógrafo do dia hoje é o cuidadoso sueco Oskar Gyllenswärd. Nascido em 1983 tem uma história parecida com tantos outros fotógrafos, mas nem por isso faz dele alguém comum. Ganhou sua primeira câmera fotográfica aos 6 anos, mas foi só com a conclusão da faculdade de Arte e Comunicação Visual que o interesse por moda passou a ser maior, primeiramente fazendo pós-produção e assistência para grandes fotógrafos na Suécia por alguns anos.

Ao mesmo tempo que seu tempo era exigido nessa função também desdobrava-se para criar seus próprios projetos e colaborar com outros artistas, o que refletiu muito no modo como fotografa atualmente. Para ele a fotografia de moda permite aliar uma expressão artística com apelo comercial.

Fortemente influênciado por esportes radicais como snowboarding e rock, é uma pessoa tranquila e com um falso ar de displicência para os menos avisados e sem conhecimento a seu respeito, pois na verdade é muito profissional. Atualmente mora em Londres, mas também divide bastante seu tempo em Nova Iorque.

Vale a visita: Streeters Creative Management

O Streeters Creative Management faz parte daquele tipo de veículo que agrega tudo de bom e mais um pouco, vide exemplos passados que já citei por aqui. Criada em 1988 meio que por acaso, quando amigos estavam procurando representação no meio de moda, foi crescendo, agregando mentes criativas e criando prestígio. Hoje tem sedes em Londres e Nova Iorque, sendo disputadíssima.

Sempre interessada e focada em ter em seu casting ótimos profissionais desbravadores, criativos, inovadores e preocupados com a longevidade de seu trabalho, ela consegue reunir um time de peso como fotógrafos, maquiadores, estilistas, diretores de casting, dentre outros que apesarem de possuírem linguagens distinhas, se completam.

Definitivamente vale a visita!

Fotógrafo do dia: Guillaume Lechat

Depois de algum tempo fora do ar, reorganizando idéias estou de volta, com muitas coisas pra contar e novidades que irão gostar, mas antes de tudo, que tal começar com um excelente fotógrafo como Guillaume Lechat?!

O pouco que se sabe sobre sua vida pessoal é que nasceu e foi criado em Paris já tendo morado nos Estados Unidos e Austrália para em seguida regressar a sua terra natal, onde está baseado atualmente. Mais do que adorar fotografia, ele gosta é de imagens, sejam gravuras, videoclipes, filmes, para assim criar cenas e retrata-las em suas lentes, o rótulo, seja de moda, retrato, publicidade deixa a cargo dos outros, é o tipo de pessoa que sente-se atraída muito mais por uma feiura sincera e espontânea do que uma beleza ensaiada.

Aliás sinceridade é como ele mesmo gosta de caracterizar seu trabalho, o uso de pós-produção que emprega é mínimo, apenas o necessário, ao contrário de um mundo em que se fábrica a beleza pasteurizada excessivamente. Fotografa sem restrições ou preconceitos e isso reflete em seu caráter sendo muito solícito e simpático. Logicamente que faz muitos trabalhos seguindo a risca o que o cliente propõem, mas também tendo a a sensibildiade de conseguir fazer aquilo tudo soar espontâneo e natural. Confira:

See you soon

Hora de descançar corpo e alma, nos vemos novamente em 2011 com gás total e novidades. Obrigado pela visita e apoio!

Thanks.

Plano conhecimento: Gracie Winck

Gracie é gaúcha de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, nasceu em 1987, alta, morena e trabalha como modelos alguns anos, isso talvez seja muito parecido com o que muitas outras garotas passam também mas… O que me fez escrever sobre ela é seu caráter individual, simpatia, e destaque que seu trabalho reflete. Possui traços marcantes e fortes com textura leve, isso combina muito com seu caráter mas também é firme no que faz e tem um jeito curioso com o mundo. Descoberta em Santo Agusto - RS, trabalha no meio desde 2001 e mesmo com pouca idade já viajou para muitos lugares, algo que adora “Um dos pontos positivos são os lugares, os países, pessoas que você tem a chance de conhecer e você acaba aprendendo e amadurendo cada vez mais…umas das coisas que me aconteceu no comeco da carreira era não falar inglês, as vezes ficava perdida, mas no final tudo dava certo.”

Já fez trabalhos para várias marcas de sucesso e não é difícil ver seu rosto estampado por ae, é quase como pedir para ser lembrada de uma forma ou de outra e isso definitivamente é algo bom. Atualmente ela vive e mora em São Paulo com viagens constantes e gostos simples como ler, ver tv, escutar música e ser fascinada por vestidos!

Vale a visita: CLM

Citei brevemente esse site em meu twitter, mas agora tenho a chance de falar algo concreto. O CLM é aquele tipo de site agregador e reunidor de coisas boas, nele você acha estilistas, maquiadores, fotógrafos, ilustradores, diretores de arte e até manicures para você ver só! Com escritórios em NY e Londres, representa mais de 40 profissionais das áreas acima já citadas e está em constante crescimento. Outro ponto interessante é que você pode se candidatar a ser agenciado por eles, basta entrar contato (e ter um bom portfólio é claro).

O site tem um visual limpo, claro e direto ao assunto, como deve ser, sem enrolação, portanto é fácil achar o que se procura ou simplesmente ficar viajando pelas inúmeras opções de bons trabalhos lá expostos. Se gosta da área de um pulo lá e seja feliz, referências não vão faltar.

Fotógrafo do dia: Marcelo Gomes

Quem olha suas fotos pode achar que se trata de algum impostor que se diz fotógrafo, ainda mais por trabalhar com moda, mas muito pelo contrário, Marcelo Gomes sabe exatamente o que está fazendo, ele sabe também que linguagem e estilo são muito importantes. Sua maior característica é definitivamente a SENSIBILIDADE.

Jovem, nasceu na década de 70 e formou-se em Ciências políticas nos EUA começou a trabalhar com fotografia meio que por acaso quando era integrante numa revista chamada INDEX que precisava as vezes de alguém para preencher lacunas e assim as coisas foram indo até ele partir para assistência e finalmente se dedicar a fotografia em si.

Seu estilo é nitidamente solto, usa muita luz natural, desfoques, brinca com sobreposições de cores e ângulos cortados além de deixar a modelo como se estivesse sozinha no jardim de casa. Eu definitivamente me identifico muito com o que ele produz, prova que fotografar moda não é necessariamente cair nesse redemoinho cheio de ego, tendências, temporada, quem é o hype da estação e de pessoas que acham que conhecer famosos é o caminho. É na verdade saber captar a roupa no corpo de alguém, criar o clima e fazer transparecer, gostar do que faz ao invés do que outros vão pensar.

Atualmente ele vive e mora em NY e contribui com várias publicações como Capricho, Index, Key, MAG, Nylon, Dazed and Confused, dentre outras.

Fotógrafo do dia: Oliver Stalmans

Sobre Oliver Stalmans não se acha muita informação na internet, esse é um dos motivos que me fizeram escrever sobre ele. Quando a gente não conhece quase nada sobre alguem a curiosidade só aumenta e o fato de suas imagens terem uma leitura mais profunda me fez acertar em cheio ao escolhe-lo. O pouco que sabemos é que ele tem 21 anos e veio da Dinamarca.

Com fotografias simples mas sencionais ele causa impacto, pode não chocar, não fazer você cair da cadeira ou soltar um berro na sala, mas nem por isso deixam de causar incomodação, estranhamento. Nelas está inserido um certo niilismo em conjunto com uma paleta de cores frias e um gosto predominante por imagens em preto e branco que dão um ar gótico e de filme noir. Consegue usar a luz do momento para dar a atmosfera necessária a intenção da modelo e são agarradas a uma certa sensualidade, por vezes a modelo está desnuda, mas não é o principal na imagem, apenas faz parte da composição juntamente com esse clima retrô-futurista que pode-se notar muitas vezes.

Realmente ele tem um grande futuro pela frente e vai servir de referência para muitos ainda.

Audio

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